The Lizzie Borden Chronicles

The Lizzie Borden Chronicles

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Lizzie Borden é conhecida como a mulher que matou o pai e a madrasta a machadadas. Ela realmente existiu e o crime realmente aconteceu, mas, apesar de ter sido julgada, foi absolvida por falta de provas concretas. A história se tornou super popular por conta de vários boatos e especulações que a incriminavam e, agora, nós temos ela aí no cinema – e melhor: na Netflix!

Comecei a assistir a Lizzie Borden Chronicles pensando que seria uma série sobre os acontecimentos relacionados ao pai e a madrasta. Mas, logo no primeiro episódio, é notável que a série é fictícia, usando a personalidade popular de Lizzie apenas como base pra história de outros crimes. Tudo começa, já, depois dos assassinatos reais. Ela e a irmã moram juntas e tentam recomeçar a vida, mesmo com a imagem completamente manchada na cidade.

Lizzie Borden Chronicles Christina Ricci Chapéu Verde
Reprodução: internet

Algumas coisas dão errado e tudo começa a ser resolvido de um jeitinho Lizzie Borden de ser. Os primeiros assassinatos são cometidos por grandes interesses de parte da personagem, mas depois eles passam a acontecer até pra eliminar seus pequenos incômodos. A situação chega num ponto que quando alguém dá uma olhadinha torta, nós já dizemos: IIH, VAI MORRER.

Ah! E a mulher do machado é interpretada pela Christina Ricci, a nossa Wandinha. O olhar firme, os lábios debochados quase formando um sorriso durante todas as situações trágicas…é difícil imaginar outra pessoa no papel. É difícil, também, imaginar a personagem com outro figurino. Gente, que figurino é esse?! Roubou a cena várias vezes.

Uma coisa que me chamou atenção foi que, ao menos no começo, a série nos causa aquele amor-e-ódio essencial em enredos com personagens principais assim. Ela é uma pessoa abominável, mas é esperta de um jeito que causa admiração. Algumas coisas que ela faz são de um absurdo que chega a provocar riso. Lizzie é elegante, sagaz, tem sempre uma resposta na ponta da língua e uma maneira muito educada de dizer as coisas, inclusive quando diz às pessoas que elas irão morrer.

Outra coisa é que, mesmo depois de tanta gente morta, os crimes continuam chocantes e ainda fogem de cenas previsíveis. A naturalidade na expressão da Christina protagonizando essas cenas já é chocante por si só.

Quanto aos outros personagens, tem alguns essenciais na trama. Emma, a irmã, zela por Lizzie o tempo todo. Fiquei triste por ela várias vezes. Charlie Siringo investiga os assassinatos e tem sede de justiça, mas não causa muita empatia. Sei lá, apesar do caráter honrável, eu não consegui sentir muita firmeza e esperança na salvação que ele propõe, entendem?

“Lizzie Borden took an axe

And gave her mother forty whacks.

When she saw she had done,

She gave her father forty-one.”

Tenho essa má sorte de ficar apaixonada por séries de única temporada. Essa série é, na verdade, uma minissérie lançada depois do filme. A Arma de Lizzie Borden (Lizzie Borden Took An Axe), 2014, retrata o julgamento dela. Depois disso, estender um enredo por mais do que esses 8 episódios, mantendo essa mesma qualidade, talvez seja difícil.

Não sei quanto aos outros, mas o meu amor foi dando lugar ao ódio, episódio por episódio, a bicha é ruim mesmo! Terminei com zero empatia por ela.

Divirtam-se! Se vocês gostam de ver sangue sendo derramado essa é a programação perfeita pro fim-de-semana.

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MULHERES, AVISO GATILHO: abuso sexual médico em um dos últimos episódios. A série tem outras cenas gatilho, como tentativa de estupro, mas essa última foi a mais forte.

(vou procurar avisar quando tiver, se deixar passar, avisem).


Lizzie Borden Chronicles Christina and Clea DuVall enterro
Reprodução: internet

 

2 Replies to “The Lizzie Borden Chronicles”

    1. Que amor, obrigada <3. Então, mais difícil do que começar é dar continuidade, né? Às vezes a gente passa um tempão criando um conteúdo bacana, mas, como é início, não tem muita visibilidade e isso acaba desanimando. O retorno ta sendo bem legal, vamos adiante! Boa sorte :). Beijo!

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