Contos de Fadas, Zahar (edição bolso de luxo)

Contos de Fadas, Zahar (edição bolso de luxo)

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Fotografia autoral

Oi gente, há quanto tempo eu não postava no blog! Hoje vim mostrar o livro Contos de Fadas, da edição de bolso de luxo da Zahar. Estou muito apaixonada hehehe.

Embora na capa conste o nome dos vários autores, quando comprei o livro na Saraiva online prestei atenção só na descrição do próprio site, que dizia apenas o nome dos Grimm. Quando peguei o livro fiquei um pouco decepcionada ao ver que não era só deles. Ainda bem que quando comecei a ler isso mudou!

Vou falar aqui das histórias que mais gosto: Chapeuzinho Vermelho, A Bela e a Fera, A Branca de Neve e A Pequena Sereia. Além de outras duas que não conhecia e gostei muito: A Pequena Vendedora de Fósforos e A Roupa Nova do Imperador.

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Algumas curiosidades

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Fotografia autoral

Muitas pessoas me perguntaram se essas seriam as “histórias originais” dos contos de fadas.  Por toda uma polêmica que gira em torno desses contos, ignora-se o fato de que são histórias de tradição oral. Por isso, elas eram alteradas não só de cultura para cultura, lugar para lugar, mas também de acordo com a intenção da pessoa que estava contando. Assim, temos sim histórias adaptadas para versão infantil, mas não como na Disney, por exemplo. Algumas coisas são bem mais pesadas – ou menos suavizadas.

O livro começa por Charles Perrault, com vários contos conhecidos por nós, como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Pequeno Polegar, entre outros. São histórias que possuem uma moral no final. Claro que eu não concordei com nenhuma delas mas NÉ, a gente ta em 2017. Tem bastante coisa diferente das que conhecemos popularmente, como a Chapeuzinho Vermelho morta e sem nenhuma salvação. Ninguém vai lá para salvar ela e a vovó, diferentemente da versão dos Grimm, em que o caçador aparece e abre a barriga do lobo para salvar as duas.

A versão da Bela e a Fera, de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, é parecida com a história que conhecemos. Bela é uma jovem que possui irmãs invejosas. Ao ficarem pobres, a família toda vai morar no campo. Quando as irmãs ficam sabendo de uma visita que seu pai iria fazer à cidade, pedem que ele traga vários artigos de luxo para elas. Bela, porém, nada pede além de uma rosa. O homem, depois de encontrar o palácio da Fera acidentalmente, vira prisioneiro por arrancar uma rosa de seu jardim. Bela vira prisioneira no lugar do pai e a partir daí a história se desenvolve. As irmãs sentem muita inveja da felicidade de Bela e tentam estragar tudo. Mas a princesa termina a história feliz, enquanto suas irmãs viram estátuas do seu jardim, impedidas de fazer qualquer outra coisa que não seja assistir à sua felicidade.

A versão Grimm de A Branca de Neve também é diferente do que eu lembrava. A madrasta tenta matar Branca de Neve algumas vezes antes de ter a ideia da maçã. Um cadarço para o espartilho, que é apertado de uma maneira que Branca de Neve desmaia, e um pente envenenado. Depois do feito com a maçã,  o príncipe, ao transportar o caixão de vidro para o seu castelo, acaba o deixando cair acidentalmente. Assim, o pedaço da fruta que estava preso na garganta de Branca de Neve salta de sua boca e ela acorda. A madrasta comparece ao casamento da princesa e do príncipe e é obrigada a dançar com sapatos de ferro incandescente até cair morta.

Hans Christian Andersen foi de quem mais gostei. A Pequena Sereia foi muito presente na minha infância, é uma das histórias mais pesadas e também a mais detalhada. Ela salva um príncipe num acidente em alto mar, levando-o desacordado até a terra firme. Ao acordar, ele nem sabe da existência dela. Vê apenas uma menina que o encontrou lá onde a sereia o deixou. A sereia, apaixonada por ele, abandona o fundo do mar através de um acordo, em que além de perder a voz, ela também sentiria facas cravadas em seus pés a cada passo que desse. Caso o príncipe se casasse com outra mulher, na manhã seguinte ao casamento ela viraria espuma. É desta forma que ela vai para o castelo. O príncipe gosta muito dela, mas já estava apaixonado pela tal menina que supostamente o salvara e com quem acaba se casando. A Pequena Sereia passa a ter duas opções: matar o príncipe após o casamento ou virar espuma ao amanhecer. Ela escolhe virar espuma.

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Duas histórias que eu não conhecia

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Fotografia autoral

 A Pequena Vendedora de Fósforos, de Hans Christian Andersen. O conto se trata de uma menininha que não consegue vender os fósforos até o final do dia e sente medo de voltar para casa sem dinheiro. Ao relento, acende os fósforos, um após o outro, para se aquecer. Delirando, provavelmente de frio, ela enxerga coisas bem bonitas. Quando vê uma estrela cadente passando no céu, pensa na sua avó morta, que dizia que estrelas cadentes eram almas que estavam partindo. Acontece que aquela estrela significava a partida da própria menininha, que morre de frio depois de ter queimado todos os fósforos que possuía.

A Roupa Nova do Imperador, também de  Hans Christian Andersen. Um imperador encomenda uma roupa a dois vigaristas que se dizem capazes de confeccionar um tecido especial. Este tecido poderia ser visto apenas por pessoas inteligentes e dignas do cargo que ocupavam. Os dois trabalham dia e noite no tear, fingindo estar realmente tecendo algo. É claro que todas as pessoas fingiam que viam e até elogiavam o tal tecido que não existia, pois queriam ser vistas como pessoas dignas e inteligentes. Assim faz também o próprio imperador, que fica chocado ao ver que não enxerga o tecido. Os  supostos alfaiates vestem o seu cliente com a roupa que não existe, e saem todos pela cidade – que está ansiosa para ver a tal roupa. O imperador nu e os dois impostores, que fingiam segurar a cauda do traje. Todo o povo elogia a roupa inexistente, falando das cores e da linda cauda, até uma criança dizer que o homem não está vestindo nada. Assim as pessoas passam a enxergar a verdade. O imperador, porém, apesar de desconfiar que a nudez pode ser real, continua de cabeça erguida e caminha assim até o fim.

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Espero que vocês se interessem em ler, pois apesar de eu ter contado parte das histórias, os detalhes são sempre muito mágicos! Além disso, a edição também é toda linda e ilustrada por grandes nomes,  como Gustave Doré. A edição de bolso é beeeem baratinha e em conta, parece até que por ser pequena acaba sendo mais fofinha :).

Vou voltar a escrever no blog com mais frequência, então espero que vocês acompanhem a tia aqui e lá no insta 🙂

 

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Fotografia autoral

Até a próxima visita! 🙂

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